Conteúdo
- Desafios e Inovações na Colheita de Café em Minas Gerais
- Impacto da Seca na Produção de Café
- Projeções para a Safra 2017/2018
- Bem-estar Climático e Bienalidade Negativa
- Investimentos em Tecnologias para Enfrentar a Crise
- Fertirrigação: Solução para a Produção de Café
- Manejo de Podas e o Sistema Safra Zero
- O Segredo para o Aumento da Produção
A Colheita de Café no Brasil
Desafios e Inovações na Colheita de Café em Minas Gerais
A colheita de café no Brasil está a todo vapor. No Sul de Minas Gerais, região que produz apenas o tipo arábica e que está com 50% da área colhida, os produtores registram perdas de 15 a 20% da produção, em relação à safra 2016/2017, segundo o diretor presidente da Cooperativa Agrícola de Machado (Coopama), João Emygdio Gonçalves.
Impacto da Seca na Produção de Café
De acordo com João Emygdio Gonçalves, as perdas na produção estão relacionadas com a seca que ocorreu durante o período de enchimento dos grãos, afetando o tamanho dos frutos, que ficaram pequenos. Minas Gerais, que responde por 60% da produção de café no Brasil, tem no Sul do Estado a região responsável por metade dessa produção.
O impacto climático é evidente na produção do café. A seca que atingiu a região resultou em frutos menores, o que gerou perdas de 15 a 20% da produção em comparação à safra 2016/2017, afetando diretamente a produtividade e a qualidade da colheita.
Projeções para a Safra 2017/2018
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o Brasil colha 45,5 milhões de sacas de café na safra 2017/2018, com o café arábica representando cerca de 35 milhões de sacas. O Sul de Minas Gerais, que responde por metade da produção mineira, deve colher aproximadamente 13,2 milhões de sacas, uma quebra de 20% em relação ao ano passado.
Bem-estar Climático e Bienalidade Negativa
Além da seca, a bienalidade negativa também impacta o desempenho da safra, uma vez que os ciclos de produção de café alternam entre bons e maus anos. Assim, em anos de bienalidade negativa, a produção tende a ser inferior, como é o caso da safra 2017/2018.
Investimentos em Tecnologias para Enfrentar a Crise
Para enfrentar os desafios climáticos e garantir a produção de café, alguns produtores da região estão apostando em técnicas de manejo e tecnologias inovadoras. Um exemplo é o cafeicultor Arthur Moscofian Junior, da Fazenda Santa Mônica, que está utilizando a fertirrigação por gotejamento, uma técnica de adubação que leva água e nutrientes diretamente às plantas.
Fertirrigação: Solução para a Produção de Café
A fertirrigação por gotejamento tem sido uma solução promissora para muitos cafeicultores. Essa técnica ajuda a melhorar a qualidade do café, contribuindo para o aumento da produtividade e qualidade do solo. Além disso, o solo rico em ferro e minerais tem favorecido o crescimento das plantas e a produção de cafés mais doces.
Manejo de Podas e o Sistema Safra Zero
Outro aspecto importante para a produção de café é o manejo de podas, que tem sido adotado por muitos cafeicultores. O sistema Safra Zero, utilizado na Fazenda Santa Mônica, consiste em podar o cafeeiro após a colheita para que novos ramos se desenvolvam, garantindo uma produção melhor na próxima safra.
O Segredo para o Aumento da Produção
Arthur Moscofian Junior acredita que o segredo para aumentar a produção de café está no esqueletamento da planta, ou seja, na poda adequada dos cafeeiros. A colheita na Fazenda Santa Mônica, que já atingiu 50% da área cultivada, demonstra os bons resultados dessa técnica, com a aplicação do sistema Safra Zero e o aumento da produção de ramos.
Essas inovações, junto com o manejo adequado e o uso de novas tecnologias, estão ajudando a minimizar as perdas na produção e a melhorar a rentabilidade da cafeicultura no Sul de Minas Gerais, um dos maiores polos produtores de café do Brasil.



