A colheita de café no Brasil está a todo vapor. No Sul de Minas Gerais, região que produz apenas o tipo arábica e que está com 50% da área colhida, os produtores registram perdas de 15 a 20% da produção, em relação à safra 2016/2017, segundo o diretor presidente da Cooperativa Agrícola de Machado (Coopama), João Emygdio Gonçalves.
De acordo com João Emygdio Gonçalves, as perdas na produção estão relacionadas com a seca que ocorreu durante o período de enchimento dos grãos, afetando o tamanho dos frutos, que ficaram pequenos. Minas Gerais, que responde por 60% da produção de café no Brasil, tem no Sul do Estado a região responsável por metade dessa produção.
O impacto climático é evidente na produção do café. A seca que atingiu a região resultou em frutos menores, o que gerou perdas de 15 a 20% da produção em comparação à safra 2016/2017, afetando diretamente a produtividade e a qualidade da colheita.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o Brasil colha 45,5 milhões de sacas de café na safra 2017/2018, com o café arábica representando cerca de 35 milhões de sacas. O Sul de Minas Gerais, que responde por metade da produção mineira, deve colher aproximadamente 13,2 milhões de sacas, uma quebra de 20% em relação ao ano passado.
Além da seca, a bienalidade negativa também impacta o desempenho da safra, uma vez que os ciclos de produção de café alternam entre bons e maus anos. Assim, em anos de bienalidade negativa, a produção tende a ser inferior, como é o caso da safra 2017/2018.
Para enfrentar os desafios climáticos e garantir a produção de café, alguns produtores da região estão apostando em técnicas de manejo e tecnologias inovadoras. Um exemplo é o cafeicultor Arthur Moscofian Junior, da Fazenda Santa Mônica, que está utilizando a fertirrigação por gotejamento, uma técnica de adubação que leva água e nutrientes diretamente às plantas.
A fertirrigação por gotejamento tem sido uma solução promissora para muitos cafeicultores. Essa técnica ajuda a melhorar a qualidade do café, contribuindo para o aumento da produtividade e qualidade do solo. Além disso, o solo rico em ferro e minerais tem favorecido o crescimento das plantas e a produção de cafés mais doces.
Outro aspecto importante para a produção de café é o manejo de podas, que tem sido adotado por muitos cafeicultores. O sistema Safra Zero, utilizado na Fazenda Santa Mônica, consiste em podar o cafeeiro após a colheita para que novos ramos se desenvolvam, garantindo uma produção melhor na próxima safra.
Arthur Moscofian Junior acredita que o segredo para aumentar a produção de café está no esqueletamento da planta, ou seja, na poda adequada dos cafeeiros. A colheita na Fazenda Santa Mônica, que já atingiu 50% da área cultivada, demonstra os bons resultados dessa técnica, com a aplicação do sistema Safra Zero e o aumento da produção de ramos.
Essas inovações, junto com o manejo adequado e o uso de novas tecnologias, estão ajudando a minimizar as perdas na produção e a melhorar a rentabilidade da cafeicultura no Sul de Minas Gerais, um dos maiores polos produtores de café do Brasil.
O melhor equilíbrio entre preço e qualidade: Café em grãos de marcas como Orfeu, Pilão, Café do Ponto, 3 Corações, Café do Centro, Nescafé, Café América e ainda solúveis diversos como cappuccino, chocolate, chá e vários outros insumos de marcas como Chá Matte Leão, Qualimax, Bevan, Nestlé e outros produtos para expresso e chás.
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